sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Produção de texto




A descoberta da possível causa de morte do "Homem do Gelo" Ötzi, que provavelmente tombou após uma flechada nos Alpes há mais de 5.000 anos, foi só o último capítulo de uma série de descobertas fascinantes sobre a vida na Europa pré-histórica. E, embora não seja possível mais localizar o assassino do montanhês, dá para pelo menos avisar a família: cerca de 6% dos europeus modernos, cujo DNA tem parentesco com o de Ötzi.

Explica-se: pesquisadores italianos liderados por Franco Rollo conseguiram extrair material genético da múmia. Trata-se do mtDNA ou DNA mitocondrial, presente nas mitocôndrias, as usinas de energia das células. Esse tipo de DNA é uma mão na roda para as pesquisas com restos antigos de seres vivos porque é muito abundante no organismo e se preserva com mais facilidade. Além disso, ele é transmitido de forma ininterrupta de mãe para filho ou filha e não se mistura com o DNA paterno, permitindo o estabelecimento preciso de linhagens ao longo de milhares de anos de história.

Rollo e companhia obtiveram mtDNA do cadáver de Ötzi e viram que ele pertence ao chamado haplogrupo K, uma das principais linhagens maternas existentes na Europa, norte da África e Oriente Próximo. Mais especificamente, o Homem do Gelo parece ter pertencido ao subgrupo K1, típico do sul da Europa.

Estima-se que a mulher que deu origem ao haplogrupo tenha vivido na região há cerca de 16 mil anos. Dessa forma, todos os 6% dos europeus modernos portadores da linhagem são primos distantes, pelo lado da mãe, do Homem do Gelo. Aliás, por esse critério, ele também é aparentado aos judeus ashkenazim, do leste da Europa: quase metade deles descende de mulheres que carregam esse haplogrupo.


A análise de outros restos biológicos e minerais encontrados com Ötzi dão outras pistas sobre as circunstâncias de sua morte. O pólen de flores achado com ele indica que o homem morreu durante a primavera. Por outro lado, uma de suas refeições provavelmente incluiu pão integral, colhido no fim do verão. Isso significa que ele fazia parte de uma sociedade agrária que conseguia guardar os recursos de um ano para usar no outro. 

O alto índice de cobre achado em seus cabelos, ao lado da machadinha desse metal que ele carregava, sugere que ele poderia estar envolvido na fabricação de objetos de cobre. Suas armas - além da machadinha, uma faca de pedra, arco e flechas -  podem indicar que ele não era tão inocente assim em relação à sua morte. Especula-se que ele poderia ter estado envolvido no ataque a uma tribo vizinha, até porque alguém deve ter arrancado a haste da flecha que o acertou e matou. Traços do sangue de quatro outras pessoas apareceram em seu equipamento.





terça-feira, 31 de agosto de 2010

                                                                          Enquete
                       
                                       Dados
                                       Mutável – 34
                                       Imutável – 14
                                       Total - 48


                                       Dados
                                       Sim – 22
                                       Não-23
                                       Indeciso-3
                                       Total - 48


                                       Dados
                                       Sim – 43
                                       Não -5
                                                                Entrevistas


1ª) Você acredita que a ciência é uma verdade absoluta, ou seja, que o conceito dela não pode ser mudado?


Obviamente que não! A ciência qualquer que seja, genericamente falando, ou mesmo a ciência histórica, ela não pode ser considerada uma verdade absoluta em razão da inovação de fatos e amostragens que venha trazer novos conhecimentos nos quais interpretados podem contribuir para operar verdades, anteriormente, configuradas como sendo elementos característicos de certa comunidade de certo momento histórico que tenha no passado importância considerada de grande vergadura


2ª) Você acha que as atuais descobertas influenciam no estudo sobre o passado?

Toda evolução tecnológica que venha a contribuir com descobertas podem concerteza remeter ao estudo do passado, porque graças a tecnologia inovada torna-se possível a adequeção das descobertas a eventos mais amplos de um passado que pode ter passado, com toda redundância, despercebido pela tecnologia inferior que fez a analise desses eventos ocorridos.


3ª) Acredita-se que os objetos encontrados com Otzi ajudam a deduzir sua alimentação. A partir dessas descobertas pode encontrar de que forma a comunidade de Otzi vivia?

Essa resposta pode ser dada pelas ciências auxiliares da história, conhecidas como: Arqueologia e a Paleontologia. Pois através da analise de objetos materiais de fosseis encontrados, nós podemos, inclusive, deduzir, conhecer, eventos de comunidades que viveram no passado. Vestígios de civilizações nos remetem, depois de uma analise apurada com a hermenêutica e com a heurística, ao conhecimento sobre aquelas comunidades da época, assim vive a arqueologia e a paleontologia, complementando o estudo da ciência histórica.


4ª) Como Otzi pode nos mostrar fatos do nosso passado?

Através de, exatamente, analises sobre suas peças de vestuário, reflexo do seu comportamento, a localização onde ele estava e o que poderia estar fazendo no momento em que, tragicamente, foi morto, e posteriormente encontrado.

5ª) Qual a importância de Otzi na evolução da ciência?

Ele pode tornar-se um verdadeiro marco na evolução cientifica da humanidade, porque, como já tinha dito anteriormente, pela analise de componentes do seu corpo de delito, pela analise de coisas que estajam a ele atreladas é possível se conhecer bastante o passado e com isso, se conseguir informações, também obscuras que não revelaram coisas que podem vir a tona através da evolução da ciência contemporânea.


                                                           Sérgio Rocha, Professor de história do Colégio Master




1ª) Você acredita que a ciência é uma verdade absoluta, ou seja, que o conceito dela não pode ser mudado?


Acredito que não. Vou dar um exemplo, você tem uma visão de uma determinada ocorrência cientifica constatando que isso é verdade. Com o passar do tempo se descobre que aquele conceito era errado, pois a tecnologia avançou, a ciência evoluiu assim provando com testes científicos que aquele conceito é inadequado diante de fatos novos e criados pela própria evolução da ciência, consequentemente, removendo esses conceitos errados, atualizando sempre com os fatos novos e mais concisos.


2ª) Você acha que as atuais descobertas influenciam no estudo sobre o passado?

Influenciam, pois constituem em novos dados para uma melhor observação do passado a traves das ferramentas atuais, coisas como os conhecimentos genéticos do DNA, avançando nas analises genéticas com isso obtendo dados podendo muito bem revelar a quais civilizações ele pertenceu e como ele vivia através de seus “parentes”.

3ª) Acredita-se que os objetos encontrados com Otzi ajudam a deduzir sua alimentação. A partir dessas descobertas pode encontrar de que forma a comunidade de Otzi vivia?

Com certeza! Pois com a tecnologia que temos hoje nos podemos fazer uma observação mais precisa sobre como ele vivia e varias deduções sob quais circunstancias ele vivia.

4ª) Como Otzi pode nos mostrar fatos do nosso passado?

Ele é um elemento fundamental para nos constituir dados sobre como nós manipulamos os metais, justamente analisando o que carregava sua “mochila”, sobre como ele caçava ou como o “clã” dele, se assim podermos chamar, o ensinou a caçar entre muitas outras coisas.

5ª) Qual a importância de Otzi na evolução da ciência?

Exatamente como eu disse anteriormente, ele constitui fatos para analises mais precisas sobre a nossa manipulação do metal e como ele vivia.

                                     Zenóbio Alfano, Professor aposentado de Física e Química do CEFET